Uma comitiva diretores e médicos associados da Associação Paulista de Medicina (APM) está esta semana em Brasília para participar do XII Encontro Nacional das Entidades Médicas (Enem). Os debates, que acontecem de hoje, 28, até sexta-feira, dia 30, devem avaliar as propostas aprovadas nas prévias regionais e vão balizar o que as entidades esperam para a medicina, para a saúde do Brasil e para os próprios médicos - em termos de desenvolvimento profissional - definindo critérios de atuação nessas áreas.
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Diretoria da APM presente |
Cerca de 500 pessoas lotaram o auditório |
Neste primeiro dia, o tema é a Formação Médica. Na palestra que abriu o encontro, o presidente da Associação Médica Brasileira, José Luiz Gomes do Amaral, mostrou o parecer da AMB para cada uma das propostas. O intuito final da Associação Médica Brasileira, segundo ele, é evitar particularizações. “Um número resumido de propostas, porém mais fortemente inseridas, pode trazer melhores resultados”, comentou.
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Delegados se dividiram em grupos para analisar as propostas |
Em seguida, o presidente do Conselho Federal de Medicina, Roberto Luiz d’Ávila, aproveitou para enfatizar o momento de cooperação que vivem as diferentes entidades médicas. “Estamos numa fase mais madura, em que não vemos entre entidades disputa pelo poder; isso está sendo transformado em bons resultados”, disse o presidente, enfatizando o fato de que AMB, CFM e Fenam (Federação Nacional dos Médicos) trabalharam de forma igual para o sucesso do evento.
Por fim, Maria do Patrocínio Tenório Nunes falou, como convidada, em nome da Fenam. Especialista na área de Educação, Maria do Patrocínio explicitou, entre outras coisas, as deficiências no ensino médico e na residência. Segundo ela, os seis anos de graduação passaram a ser um grande curso preparatório para a avaliação da residência: “os estudantes não tem noção do quanto vale um diploma de medicina.
Na parte da tarde, os participantes se dividiram em grupos de estudo para analisar as propostas. As questões que não atingiram aprovação consensual nos grupos foram votadas em plenária. Foram quarenta propostas aprovadas, que tratam de Educação Médica Continuada, Programa de Residência, entre outros. Elas integrarão o documento final de resoluções do ENEM.
No fim do dia, a cerimônia de abertura do XII ENEM contou com a presença do ministro da Saúde, José Gomes Temporão, os presidentes de AMB, José Luiz Amaral; CFM, Roberto d'Ávila, e Fenam, Cid Carvalhaes; além da coordenadora geral de residências em Saúde do Ministério da Educação, Jeanne Liliane Marlene Michel - que falou em nome do ministro Fernando Haddad e da secretária de Educação Superior Maria Paula Dallari Bucci - e do presidente da Associação dos Médicos-Residentes, Nivio Lemos Moreira Junior. Primeiro a falar, Temporão relembrou seu tempo de residência para dizer que se comove com a luta dos médicos residentes por condições melhores de trabalho e estudo. Segundo ele, as reivindicações são dignas e estão sob análise do Ministério da Saúde e da Educação.
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Ministro da Saúde compareceu à abertura do evento |
Durante seu discurso, o ministro anunciou a abertura de uma portaria com criação de um grupo de trabalho para incentivar a fixação de médicos em regiões longínquas e se disse a favor da lei a favor da regulamentação da medicina. "Com o surgimento de novas profissões, aumenta-se a disputa por espaço, mas seria injusto o médico perder espaço por não ter o exercício profissional bem definido".
Jeanne, por sua vez, enfatizou a importância da Medicina dentro do ministério da Educação, lembrando que a Saúde é a única área que tem um departamento especifico para lidar com seus problemas e está na agenda permanente de discussões do ministro e da secretaria de Ensino Superior.
Os debates na plenária do XII Enem são transmitidos pela internet e podem ser acompanhados ao vivo. Confira aqui.
Texto: Bruna Cenço
Fotos: Osmar Bustos
Atualizado em 29/07/2010